Para quem costuma pegar voos de Londrina ou para Londrina, não é novidade a quantidade de cancelamentos, atrasos ou alternâncias de local em partidas ou chegadas quando há condições climáticas desfavoráveis.

Segundo dados divulgados pela CCR Aeroportos, responsável pelo Aeroporto Governador José Richa, seis cancelamentos foram registrados entre segunda (8) e terça-feira (9), além de duas alternâncias de local de voo devido ao mau tempo. Dois voos deveriam pousar em Londrina, mas por conta das condições climáticas, um foi para Presidente Prudente e outro para Maringá. Quando isso acontece, as companhias aéreas fornecem transporte para que os passageiros cheguem ao local de destino, explica a empresa.

Em média, há de 20 a 22 voos por dia em Londrina, entre pousos e decolagens, o que, comparado com o número de voos cancelados, resultaria em uma taxa de cancelamento de 13% a 15% entre segunda e terça-feira.

A CCR Aeroportos ainda explica que os aeroportos possuem alguns equipamentos que auxiliam os pilotos a pousarem em segurança quando a visibilidade da pista está em baixa. Em Londrina, o aeroporto conta com o IFR (Instrument Flight Rules), definido como “um sistema composto por uma estação meteorológica, sistema de balizamento e iluminação”. O IFR permite que o aeroporto opere mesmo em dias de chuva, sem a necessidade de fechar. Porém, as decisões pelo pouso ou cancelamento ficam a cargo dos pilotos.

INSTALAÇÃO DO ILS

O ILS está previsto para ser instalado no aeroporto de Londrina em 2025. Esse sistema é diferente do já utilizado. O ILS funciona a partir de sinais de rádio, que se comunicam com a aeronave através de duas antenas instaladas próximas à cabeceira da pista, auxiliando os pilotos e pilotos automáticos com orientações verticais e horizontais durante o pouso em condições de baixa visão.

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O ILS tem três categorias. A que vai ser instalada em Londrina é a CAT I, a primeira, que possibilita uma aproximação de decisão do piloto a partir de 60 metros de visibilidade verticalmente e 550 metros horizontalmente.

Especialista em construção de aeroportos e professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UEL (Universidade Estadual de Londrina), André Silvestri afirma que o ILS tende a melhorar bastante as condições de pouso em Londrina, porém, “climas mais severos poderão fazer com que esse instrumento não tenha efeito, como o que aconteceu em Maringá no começo dessa semana”, expõe.

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*ESTAGIÁRIA SOB SUPERVISÃO DE PATRÍCIA MARIA ALVES (EDITORA)